Publicidade

Autarca de Travanca e Oliveira do Mondego refere que obras do IP3 não resolvem problemas de fundo

Luís Pechim, eleito pelo PS para a presidência da UF de Oliveira do Mondego e Travanca do Mondego

A União de Freguesias de Oliveira do Mondego e Travanca do Mondego afirma que os problemas de fundo do IP3, nomeadamente os existentes na sua área territorial, não ficam resolvidos com a atual empreitada de requalificação.

Numa nota ontem enviada à redação, a autarquia reivindica soluções para problemas como os verificados na encosta íngreme entre a Foz do Rio Alva e a localidade do Porto da Raiva – onde existe uma falha de segurança grave para os utilizadores, com árvores em risco de queda –, o acesso às habitações do Porto da Raiva, a paralela entre o Alto das Lamas e Oliveira do Mondego, a paralela entre o Cunhedo e a Ribeira de Almaça e o funcionamento sustentável do comércio local.

Segundo a união de freguesias, a atual empreitada de reabilitação do IP3, entre o Nó de Penacova e a Ponte sobre o Dão, que está próxima da conclusão, “resume- se à colocação de alcatrão e de separadores centrais e laterais”.

A autarquia refere que “os problemas de fundo” ficam por resolver, e que “nenhuma entidade local, nenhum utilizador do IP3, nem as Infraestruturas de Portugal, nem o Governo, nem Assembleia da República, podem estar orgulhosos ou satisfeitos com o resultado das obras que em breve terminarão neste troço do IP3”.

A autarquia local garante que os problemas enunciados foram reportados às várias entidades envolvidas no processo, no entanto, refere que “apenas as Infraestruturas de Portugal têm remetido respostas evasivas sem soluções concretas nem prazos definidos”.

A Assembleia de Freguesia e o executivo vão continuar a procurar que estes problemas sejam solucionados, garante no final do comunicado a autarquia local.

Pedro Coimbra, deputado e presidente da assembleia municipal de Penacova, Pedro Marques, ministro do Planeamento e Infraestruturas, Humberto Oliveira, presidente do município de Penacova e Júlio Norte, presidente do município de Mortágua

Fases, e contratempos, da obra

O Lançamento das obras no IP3, que foi apresentado em julho de 2018, contou com a presença de ministros, secretários de estado e presidentes das autarquias beneficiárias da requalificação do IP3. Na altura foi realçado pelo primeiro-ministro António Costa, a importância da sua requalificação entre Penacova e Lagoa Azul e da duplicação parcial da via, da redução da sinistralidade, promover a coesão e a competitividade da região Centro.

O incumprimento de prazos de diferentes atividades que levou a Infraestruturas de Portugal a requerer, ainda em 2019, a apresentação de um Plano de Recuperação de Atrasos.

As más condições climatéricas sentidas em dezembro de 2019, incluindo a ocorrência de duas “depressões” impossibilitaram o cumprimento do Plano de Recuperação, refere a entidade.

Quanto ao escorregamento ocorrido num talude de escavação na zona da obra na madrugada do dia 21 de dezembro de 2020, que implicou o corte do IP3 entre os Nós da Espinheira e de Penacova, obrigou à mobilização de equipamento e pessoal (que deveria estar a ser utilizado na obra) para os trabalhos de remoção de terras e reparação da via necessários à reposição da circulação.

Além disso, as obras ‘pararam’ por causa de um atraso na entrega das obras de construção dos Nó de Oliveira do Mondego e do Cunhedo, que apenas pôde ocorrer em junho de 2020, após obtenção de licenciamento de natureza ambiental.

Quanto à duplicação e requalificação dos restantes troços do IP3, entre Souselas (IC2) e Viseu (A25), o Ministério explica que o Projeto Base e o Estudo de Impacto Ambiental já foram concluídos e submetidos a Avaliação de Impacto Ambiental em dezembro de 2020, de forma a manter 2024 como o ano da conclusão das obras em todo o IP.

Neste momento, a empreitada está avaliada em 134 milhões de euros e será suportada apenas por fundos estatais.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Publicidade

NOTÍCIAS MAIS RECENTES