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O Movimento +Saúde para o Hospital de Lorvão, de Penacova, criticou hoje a entrega do monumento a uma empresa hoteleira e voltou a defender a sua transformação em unidade de cuidados continuados (UCC).

Em comunicado, o movimento informa que está “a convidar as pessoas” a concentrarem-se hoje, às 14:00, junto ao antigo Hospital Psiquiátrico de Lorvão, “para mostrar a nossa indignação pela opção” do Governo relativamente ao novo uso do edificado histórico.

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O Mosteiro do Lorvão, monumento nacional desde 1910, vai ser transformado em unidade hoteleira, através de um investimento privado de sete milhões de euros, cujo contrato de reabilitação e exploração turística é assinado com o concessionário, às 14:30, no mosteiro medieval, na presença da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques.

O movimento recorda que a Assembleia da República aprovou, em 2019, uma petição pública, “que recolheu mais de 7.000 assinaturas e o apoio de várias autarquias de sete concelhos”, cujos subscritores apelavam à “reconversão do Hospital Psiquiátrico de Lorvão e sua integração na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados”.

A decisão do Governo foi tomada “depois de inúmeras reuniões e audiências com várias entidades oficiais, associações científicas e outras ligadas à saúde, em que era posta em evidência a necessidade do serviço de cuidados continuados e de reabilitação, especialmente na área da saúde mental”.

Há dois anos, através da resolução 144/2019, o parlamento recomendou ao executivo de António Costa a criação de uma UCC no antigo Hospital de Lorvão, “com início dos procedimentos” ainda em 2019, realça a nota.

“Veio o Governo anunciar, há um ano, a concessão do edifício a uma entidade de exploração hoteleira que entretanto desistiu do concurso, para vir agora (…) anunciar outra concessão a uma empresa com reduzido capital social, criada já depois da abertura do concurso, para instalação de hotel em que, provavelmente, nem os próprios acreditam”, lamenta o movimento.

Na sua opinião, “está à vista de todos que o que faz falta é uma unidade de cuidados continuados e de reabilitação, com maior carência no campo da saúde mental”, a área da saúde “que mais potenciará o desenvolvimento económico da região”, com a criação de emprego e “mais garantias” para a conservação monumento.

“Lamentamos não ver os responsáveis das autarquias locais da freguesia [de Lorvão] e do concelho [de Penacova] a defender esta causa, partilhada pela população em geral, como vemos outros autarcas da região a defenderem para os seus concelhos o que o Movimento +Saúde para o Hospital de Lorvão reclama para aqui”, acrescenta.

Prevendo “qual vai ser o resultado” desta e demais concessões a privados de imóveis públicos de Portugal ao abrigo do programa Revive, 49 nove no total, o movimento conclui: “não desistiremos do objetivo da criação da UCC”.

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