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O folclore em Penacova perdeu o ícone

Artur dos Santos Carril nasceu a 29 de setembro de 1921, em Vale Maior, quando Portugal renascia da primeira guerra mundial. Foi agricultor e guardador de gado e foi a guardar o gado que ganhou gosto pela música e aprendeu a tocar sozinho de ouvido. Fazia bailes na época num grupo de cordas e em 1979 ajudou a fundar o Rancho Folclórico do Zagalho e Vale do Conde e nos anos 80 do século passado, o do Carregal de Friúmes.

Tocou nos ranchos de Paredes, Miro, Penacova mas recentemente era no do Zagalho e Unidos da Cheira que dava cartas. Tocava violino e viola mas o bandolim era o preferido. Tocou até a última e pela Cheira foi em julho de 2020 para um vídeo de promoção da Estrada Nacional 2. Um contador de histórias exímio, nas viagens e ensaios, com espírito jovem divertido, muito exigente na música. Tudo tinha de estar em sintonia.. sempre atento a tudo e a todos, paciente para ensinar em especial a mim que privava mais com ele… sempre pronto a ajudar… nunca teve um não que nos dissesse.

O folclore em Penacova perdeu o ícone. O meu grupo ficou mais vazio. Mas os nossos corações estão cheios por tudo o que nos deu, ensinou e por tudo o que pudemos aprender e viver com ele. Foi uma honra partilhar este mundo com o menino que era de todos nós.

Tânia Antunes

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