Município combate vespa da galha do castanheiro em Penacova e Sazes do Lorvão

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Desde 2018, a Câmara Municipal de Penacova, através da equipa técnica responsável no âmbito do Serviço Municipal de Proteção Civil, já promoveu a realização de 6 largadas do parasitoide, Torymus sinensis, em várias freguesias do concelho onde foram identificados vegetais do género Castanea infetados. Focos noutros locais foram também já identificados ficando registados para anos posteriores. Este trabalho foi realizado em parceria com a DRAPC – Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro e a RefCast – Associação Portuguesa da Castanha que forneceu os parasitoides e que colabora também na posterior monitorização.

De acordo com o Plano Anual definido para o Controlo da Vespa da Galha do Castanheiro a equipa técnica responsável em parceria com a DRAPC e a RefCast, efetuaram recentemente duas novas largadas de insetos parasitoides, Torymus sinensis, uma na freguesia de Penacova e a outra na freguesia de Sazes do Lorvão.

Detetada, oficialmente, pela primeira vez, no norte do país, em 2014, a Vespa da Galha do Castanheiro, tem, sido motivo de preocupação do Serviço Municipal de Proteção Civil de Penacova, já que este inseto, Dryocosmus kuriphilus Yasumatsu, ataca os vegetais do género Castanea, pela indução à formação de galhas nos gomos e folhas do castanheiro, provocando a redução drástica no crescimento dos ramos e frutificação, diminuindo a produção e a qualidade da castanha, e em última instância, levando ao declínio e morte dos castanheiros.

No âmbito do Plano de Ação Nacional para controlo do inseto Dryocosmus kuriphilus Yasumatsu: Vespa das Galhas do Castanheiro em Portugal, e, fruto da experiência de outros países europeus, e da informação técnica e científica disponível, em 2018, a opção da Comissão Técnica de Acompanhamento foi a da realização da luta biológica com Torymus sinensis, um inseto parasitoide específico que se alimenta das larvas desta vespa e tem um raio de atuação de cinco quilómetros. A recuperação dos castanheiros é visível cerca de 6 a 7 anos após ter sido introduzido o inseto na área afetada.

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