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Lançada em 2005, a Escola Virtual é uma plataforma que reúne milhares de conteúdos pedagógicos, possibilitando, no caso dos alunos, a avaliação do conhecimento, a par de uma experiência de estudo orientada para a aprendizagem individual e autónoma.

Mais de 500 mil utilizadores, entre eles 100 mil professores usam recursos da Escola Virtual, da Porto Editora, que assinala hoje 18 anos, mas uma “grande parte” utiliza-os para replicar os modelos analógicos, “o que é um problema”, segundo um investigador.

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“O problema nunca esteve só na ausência de equipamentos digitais, está acima de tudo na forma como grande parte dos professores entende pedagogicamente a utilização do digital”, defendeu Marco Bento, investigador em tecnologia educativa.

Lançada em 2005, a Escola Virtual é uma plataforma que reúne milhares de conteúdos pedagógicos, possibilitando, no caso dos alunos, a avaliação do conhecimento, a par de uma experiência de estudo orientada para a aprendizagem individual e autónoma.

No domínio do apoio à docência, oferece de igual forma um conjunto de recursos pedagógicos, como animações, jogos didáticos ou visitas virtuais imersivas, que permitem ao docente dar aulas, atribuir tarefas e controlar resultados, entre outros.

Há ainda a dimensão institucional direcionada para escolas, câmaras, instituições ou secretarias regionais como a Madeira e os Açores. Na Madeira, os alunos entre o 5.º e o 8.º ano e parte do 10.º já utilizam apenas manuais digitais e nos Açores o mesmo acontece com os alunos do 5.º e do 8.º ano.

“No Continente, a transição digital está a ser feita com base num projeto-piloto que abrange 68 escolas [em todo o país] e cerca de 12 mil alunos e na realidade, esses também usufruem dos manuais digitais dentro da Escola Virtual e de todos os recursos, sejam os professores, ou alunos”, explicou à Lusa Rui Pacheco, diretor do Centro Multimédia da Porto Editora.

Numa análise ao uso do digital no ensino em Portugal, o investigador em tecnologia educativa, Marco Bento, ouvido pela Lusa, referiu que os docentes “entendem maioritariamente [o digital] como uma réplica de modelos analógicos”, à semelhança do que sucedeu durante os confinamentos decretados para travar a pandemia de covid-19.

Para o coordenador do Projeto Supertabi Maia, cujo principal objetivo é transformar as práticas pedagógicas de ensino e aprendizagem da leitura através da utilização de dispositivos móveis, “a tónica está muito colocada nas máquinas” como demonstra aliás o Plano de Ação para a Transição Digital em curso desde 2021 e que não chegou de forma equitativa a todo o país, assinala.

Para o professor na Escola Superior de Educação de Coimbra o digital tem de servir para “aprender mais e melhor”, e não numa lógica de mera motivação.

No segundo ano do mestrado em Educação Pré-escolar e 1.º Ciclo do Ensino Básico, e a realizar estágio na Escola Básica e Jardim de Infância da Pena, na Madalena, Vila Nova de Gaia, Catarina Pinto, entende que “a tecnologia na educação surge para renovar os métodos de ensino tradicional, que neste momento, estão ultrapassados”, afirmou em declarações à Lusa, a docente de 23 anos.

“Tem de haver uma viragem de mentalidades, de formação. Eu acredito que há muitos colegas que querem, mas não sabem como o fazer. Eu que já fui aluna e que agora sou professora consigo perceber que se utilizassem isto no meu tempo, teria percebido melhor alguns conteúdos”, salientou Catarina que, hoje, enquanto professora utiliza jogos e vídeos disponibilizados pela plataforma para consolidar conhecimentos ou introduzir novos conteúdos.

Concebida pela Porto Editora, em 2005, a plataforma tem atualmente um universo de cerca de 500 mil utilizadores, de “praticamente todas as escolas públicas e privadas do continente e regiões autónomas, entre os quais mais de 100 mil professores, que durante o ano letivo de 2021/2022, utilizaram os seus recursos mais de 3,5 milhões de horas.

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