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Luís Pais Amante

Penso ser um privilégio para qualquer País receber as Jornadas Mundiais da Juventude, ou quaisquer outras iniciativas que nos tragam tanta gente e tanto prestígio.

Estas Jornadas reúnem, de 3 em 3 anos a Juventude de todo o mundo, essencialmente católica.

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A Juventude Católica leva a efeito, também, as Jornadas Diocesanas, que vão passando de cidade em cidade (Oeiras, Cantanhede, Funchal, Coruche, etc), preparando o evento maior da Igreja, hoje em dia.

A JMJ, ou Jornada Mundial da Juventude é a sequência da GMG, ou Giornata mondiale della gioventú.

E constitui um evento católico pensado e colocado em prática pelo Papa João Paulo II, já em 1985.

Em minha casa, a figura do Papa sempre foi venerada e, a do Papa João Paulo II era-o ainda mais, dada a sua parecença física incrível com o “Manelinho”, meu Pai saudoso.

Reúne milhões de Jovens católicos de todo o mundo, mas não só; promove eventos da Igreja Católica para os Jovens e com os Jovens.

!… Tem como objectivo confesso “alcançar novas gerações de católicos, propagando os ensinamentos da Igreja” …!

Existe um tema e um hino que dá (ou resulta) do lema ao Evento e, na sua preparação, acontecem factos diversos, que vão da catequese aos shows, passando por momentos de oração palestras e partilhas, em várias línguas.

Nós podemos dizer tudo o que a liberdade nos dá, felizmente, para dizer ou discutir, ou fantasiar sobre se estas Jornadas não podiam ocorrer, por exemplo, em Fátima, onde todas as condições estariam reunidas à partida, provavelmente.

Podemos discutir se já não se devia ter pensado há muito tempo nos custos que um movimento desta natureza, tão arrasador, no sentido da multidão envolvida, acarretam.

Podemos discutir -e devemos- porque é que temos a mania de querer, sempre, fazer tudo em cima da hora e acima das nossas posses e da nossa triste condição de pobres.
Todavia,

– decidido o local das Jornadas há tanto tempo;
– envolvidas tantas personalidades na sua palavra, que é suposto ser honrada;
– avaliado o impacto real que as mesmas terão no nosso País e neste mundo em degradação;
– conhecendo-se “a agitação” que circula no sangue e no pensamento dos jovens do mundo;
– admitindo poder receber-se o Papa Francisco, talvez pela última vez, nesta sua condição,

Sinceramente,

É de uma enorme falta de gosto, de respeito, de assunto, querer dar infoque negativo a uma iniciativa que o País quis e que o nosso Povo está já a enaltecer, nomeadamente com a abertura das suas casas para o recolhimento dos milhões da juventude irrequieta, altruísta, inteligente e capaz de vir a mudar o mundo que para cá se começam a dirigir.

Eu nem serei um bom exemplo do católico, católico, mas fui educado na fé cristã, tal como uns tantos, tantos outros nossos concidadãos; e fico triste quando vejo -e leio- misturar-se alhos com bugalhos, que é o que se está a querer fazer sobre esta concreta temática.

Agora, neste atraso endémico em que vivemos, é minha opinião, embora modesta, que feitas as opções por quem as tinha que fazer em prazo muito, muito reduzido, vamos todos contribuir para dar brilho a este acontecimento nobre e único de que todo o universo (católico ou não) irá recordar.

Não deixemos que a conversa resvale para manchar uma iniciativa que não o merece, de todo.

Confundir o trigo com o joio é uma técnica banal, como banal é a mistura das coisas, com fins não recomendáveis!

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5 COMENTÁRIOS

  1. Receber o Papá em nossa casa(País) é uma prestigiada honra, que muitos não terão esse privilégio. Este homem de Fé, representa-nos diante de Deus, é o nosso advogado do bem, para os nossos assuntos religiosos. É necessário criar o acolhimento(condições) próprio para o receber e que não esteja envolto em situações menos boas.

  2. Casa( país) que recebi tão visita é uma casa abençoado, ainda lembro a primeira vez que o antigo papa já falecido visitou a minha terra Angola. Reuniu multidões de todas as idades. Nao acho correto gastar dinheiro pra criar um palco, quando temos os professores e auxiliares em greves constante por causa de condições que lhes faltam e o estado não resolve essa situação que seria primordial.

  3. Será importante, que os católicos e os que não o são sintam que um evento que implica tanto investimento pode trazer benefícios a uns e outros. Os serviços públicos de saúde, que se têm debatido com tantas dificuldades em responder às necessidades da população, terão condições para garantir um serviço adequado á população que nos visita?

  4. Concordo que a JMJ é uma excelente iniciativa, leva-nos a interagir com culturas diferentes e a estar mais unidos espiritualmente. Contudo considero que num país que está com a economia débil, deve fazer poupanças e deve olhar os gastos.

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